Brasília, 14 (AE) - Leia a seguir a íntegra dos trechos das declarações feitas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro no Senado pelo banqueiro Salvatore Alberto Cacciola, os quais autorizam, segundo os senadores da comissão, o Banco Central (BC) a promover a liquidação extrajudicial do Banco Marka. Trata-se de três trechos - retirados das anotações taquigráficas feitas durante o depoimento de ontem (13) - em que Cacciola diz: 1º) que o Marka está com prejuízo; 2º) que ele mesmo preferiria que o BC tivesse liquidado o banco, e 3º) que pagou a clientes com deságio: 1º) "O patrimônio, hoje, do banco, que vai deixar de ser banco, é de R$ 2 milhões. Vocês podem dizer: Como pode? Esse camarada quebra, dá o prejuízo que deu ao Banco Central, fez deságios com nossos clientes, e ainda sobram R$ 2 milhões? Tem de prender esse camarada. Não! Eu tenho R$ 2 milhões que dou de graça a quem quiser, desde que leve o banco junto. Pode levar, não precisa me pagar nada. Por que? Porque eu tenho n compromissos fiscais, tenho n ações fiscais que vão acontecer e estão acontecendo, tenho compromissos com advogado, sou obrigado a manter a instituição aberta, pagando funcionários, contador e tudo, porque o Banco Central me obriga, pelos próximos cinco anos, a fazer isso. É o que sobrou! Não sobrou nada. Acabou o banco." 2º) "Se eu tivesse a real idéia de que eu iria ser massacrado como homem, como pai de família, como marido e como empresário, eu juro-lhes que eu preferia, mas preferia mil vezes, ter sido liquidado extrajudicialmente." 3º) "A grande maioria de meus clientes de CDBs conseguiu receber com um deságio entre 20% e 30%."

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