Assunção, 15 (AE-IPS) - Em documento final de 26 pontos divulgado nesta terça-feira (15) em Assunção, Paraguai, os presidentes do Mercosul determinaram como cinco anos o prazo para fechar um acordo de liberalização comercial com a União Européia (UE).
A data, 2005, coincide com a meta determinada no ano passado em Santiago, Chile, para a criação da área de Livre Comércio das Américas (Alca). É o mesmo prazo no acordo assinado, mas ainda não aplicado, entre o Mercosul e a Comunidade Andina de Nações (CAN).
Dentre outros pontos, os presidentes também esperam que a cúpula conjunta da América Latina, Caribe e UE, no final do mês no Rio, seja a "oportunidade propícia para o início do processo de negociação para uma associação econômica interregional de caráter político e econômico".
Destacaram, contudo, que "a agricultura constitui uma parte essencial das economias e do comércio internacional dos países do Mercosul", razão por que os acordos "deverão conter a liberalização recíproca de todo o comércio, sem exclusão alguma". Os presidentes também ratificaram o caráter democrático dos governos como "condição essencial" para ser membro do Mercosul.
Os presidentes dos países membros do Mercosul aceitaram a instalação dos tribunais de arbitragem no Edifício da Prefeitura de Assunção. É o segundo organismo a ser instalado. Montevidéu foi aceito como sede da Secretaria Administrativa.
O Chile e a Bolívia vão participar plenamente das reuniões de presidentes e ministros do Mercosul para que se busque a harmonização de políticas macroeconômicas e se coordene posições em negociações internacionais.
O presidente Eduardo Frei quer que no próximo semestre termine a distinção pela qual em cada cúpula primeiro se reúnem os mandatários dos quatro países e, numa segunda etapa, se integram os representantes do Chile e Bolívia.
Hugo Banzer, presidente da Bolívia, pediu que a coordenação macroeconômica seja estendida aos países da Comunidade Andina. Os dois blocos pretendem criar uma zona de livre comércio. Os próximos seis meses da presidência pró-tempore cabem ao Uruguai.

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