Brasília, 18 (AE) - A dificuldade de se produzir um acordo de última hora ficou clara hoje nas palavras do ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. O tucano afirmou que o presidente Fernando Henrique Cardoso sempre teve uma posição clara em relação ao valor do mínimo e a responsabilidade de tomar a decisão "correta, e não populista". O suficiente para irritar o presidente do Congresso, asenador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que vai presidir a sessão conjunta de votação da medida provisória do salário mínimo. "Em nenhum momento o governo hesitou em cobrar fidelidade dos aliados", disse Pimenta. "Eu não recebo recados", reagiu ACM, ao ser informado dos comentários do ministro. "A MP do mínimo será votada no dia 26 e eu só não votarei nos R$ 177, porque estarei presidindo a sessão", encerrou o senador.

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