Decisões beneficiam controladores de regionais
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quinta-feira, 20 de maio de 1999
Por Jobson Lemos, especial para a AE 
São Paulo, 21 (AE) - As duas vitórias de ontem da bancada governista na Câmara devem evitar que as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais atinjam outras administrações regionais da cidade. Além das AR-Sé e AR-Penha, os parlamentares devem concluir as investigações sobre as regionais da Lapa e de Pirituba até 12 de junho.
Caso não seja aprovado novo requerimento para a prorrogação das investigações, esse será o último dia de trabalho da comissão. Com isso, não seriam investigadas as regionais de Pinheiros, da Freguesia do à e da Vila Mariana, que eram controladas politicamente pelos vereadores Paulo Roberto Faria Lima (sem partido), Maria Helena (PL) e Bruno Féder (PTB). Hoje isso mudou. Os governistas, em alguns casos, fazem uma espécie de rodízio no controle das regionais. A oposição, entretanto, planeja reunir votos para aprovar no plenário da Casa a continuidade da CPI antes do prazo final.
Para o presidente da comissão, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT), com o fim das investigações ganham o prefeito Celso Pitta (sem partido), o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB), além dos " envolvidos em corrupção que escapam das investigações da Câmara". O parlamentar acredita no rompimento entre Pitta e Maluf, mas também que eles estariam unidos para evitar as investigações e a formação de uma Comissão Processante para investigar irregularidades cometidas por Pitta. "O impeachment de Pitta não interessa a Maluf; ao prefeito não interessa que alguém seja investigado." Pitta passou os dias que antecederam a votação de quinta-feira afirmando que os interessados em seu afastamento eram todos aqueles que desejavam o fim das investigações. Ontem (20) ele comemorou a não-prorrogação da comissão, que - segundo ele - "servia de palco para a oposição aparecer e fazer aquele tumulto todo". Para Cardozo, o tumulto ao qual se refere o prefeito é a dificuldade que ele tem em governar com as investigações em curso. "Em última instância, ele administra amparado pelo loteamento de seu governo e qualquer investigação prejudica sua base parlamentar." Com relação ao uso da CPI como palanque eleitoral, Cardozo afirmou que nunca pretendeu isso.


