Brasília/São Paulo - A decisão do Copom de reduzir os juros básicos da economia em um ponto porcentual, para 12,75% ao ano, recebeu apoio de empresários e economistas. Mas, entre as centrais sindicais houve divergência: a CUT aplaudiu, mas a Força Sindical criticou, pois defendia corte de dois pontos porcentuais. De qualquer forma, a decisão já incentiva previsões de um novo corte, também de um ponto porcentual, na reunião agendada para março.
Para Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão foi ''sensata e pragmática''. ''Denota a percepção da autoridade monetária em adequar a política monetária aos instrumentos de enfrentamento da crise econômica global e dos seus desdobramentos na economia brasileira, que se mostram mais intensos que o esperado'', informou a entidade em nota.
Apesar de avaliar como positiva a decisão de hoje do Copom, a CNI destaca que só a queda da Selic não é suficiente. ''São necessárias medidas que levem à diminuição do spread bancário, de modo a promover redução mais expressiva da taxa de juros para os tomadores de crédito'', diz a nota.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, o BC demonstrou responsabilidade em relação ao atual cenário econômico. Ontem, sindicatos de todo o País fizeram manifestações pedindo a queda da Selic. ''Esperamos que as reduções de juros continuem ousadas nos próximos meses como forma de estimular a economia, a geração de emprego e de renda'', acrescentou.
Mas, para o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, a decisão do Copom foi ''tímida e insuficiente''. A entidade cobrava uma redução de, ao menos, 2 pontos porcentuais para aquecer a economia no primeiro semestre e dar ânimo ao setor produtivo. ''O governo acertou no remédio, mas errou na dose'', afirmou. (Agência Estado)

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