Curitiba - O projeto de lei nº 76/2011, de autoria do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), que trata sobre a proibição do uso do amianto no Paraná só será levado adiante na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná após o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 3.937. Nesta ação, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI) questiona a lei que proíbe o uso do material em São Paulo.
Uma mobilização pedindo a entrada em pauta de votação do projeto nº 76/2011, reuniu diversos representantes de entidades ontem à tarde, na sessão da AL, em Curitiba. Além de integrantes da Associação Paranaense dos Expostos ao Amianto, Cáritas Brasileira Regional Paraná, Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) e Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR), trabalhadores de empresas fabricantes de produtos com o uso do amianto, contrários à proibição, também estiveram presentes.
Para o deputado Stephanes Júnior (PSDB), o amianto hoje ''é utilizado de maneira segura''. ''Agora é uma briga comercial. Infelizmente alguns são usados como massa de manobra para prejudicar as empresas'', argumentou.
''Não vejo como isso pode ser uma briga comercial. É uma substância que já foi investigada pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional do Câncer, Organização Internacional do Trabalho. Todos são unânimes em dizer que o amianto é cancerígeno'', rebateu Cheida. A utilização do amianto é proibida em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Pernambuco.

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