São Paulo, 19 (AE) - A decisão do juiz Edgard Silva Rosa sobre a concordata das Lojas Arapuã, de R$ 900 milhões, deverá ser conhecida em 15 dias. Falta uma resposta do Ministério Público sobre o caso, pedida pelo próprio juíz. Os controladores da Arapuã através de documentação, acertaram com credores que representam, segundo ela, 85% do valor da dívida, a transformação de suas dívidas em debêntures resgatáveis em 10 anos. Mas um grupo de credores, liderados por Philips, Samsung, Banco Cidade e Evadin, discordam e querem a falência da empresa.
O juiz pediu parecer dos credores sobre suas posições, independente do documento enviado pelos controladores da Arapuã. O prazo para o envio dos documentos se esgota na próxima semana. A rede de Lojas Arapuã, com 223 unidades espalhadas pelo País, teve o seu processo de reestruturação conduzido pelo Unibanco. Já está operando como Arapuã Comercial, uma sociedade anônima fechada. Há também a informação dos credores de que a Arapuã está propondo que o pagamento da primeira parcela da concordata seja feita em junho do próximo ano. Advogados de credores que defendem sua falência não concordam com isto. Os credores que não aceitam acordo tem dívidas de cerca de R$ 150 milhões para receber. Esta discussão está ocorrendo desde o final do primeiro semestre do ano.

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