O juiz Gerardo Rojas, da Vara Penal da Costa Rica, decidirá até o próximo dia 24 a extradição da advogada Jorgina Fernandes, condenada no Brasil a 26 anos de prisão por fraude de mais de US$ 100 milhões contra o INSS. Ela está presa há dois meses em San José da Costa Rica, depois de ter passado cinco anos foragida em vários países.
Jorgina Fernandes se entregou à polícia costa-riquenha. Ela estava sendo perseguida por integrantes dos ‘‘contras’’ (guerrilheiros) da Nicarágua, com quem fez acordo de proteção. A advogada teria contratado o grupo, mas não teria pago o combinado.
Ontem Jorgina se submeteu novamente a exames médicos em um hospital de San José, para verificar se tem câncer no seio. O governo brasileiro pediu às autoridades locais que dessem total proteção à advogada.
Considerada uma das mais importantes fugitivas brasileiras, Jorgina Fernandes é acusada de ter fraudado o INSS em mais de US$ 100 milhões e já foi condenada duas vezes. Suas penas somam atualmente 26 anos. Além disso, a advogada foi julgada e condenada por um tribunal especial nos EUA, onde tinha contas em diversos bancos. Depois de fugir do Brasil, há quase cinco anos, Jorgina esteve nos EUA, Nicarágua e Costa Rica, onde casou-se com um advogado para se livrar da extradição.
O diretor-geral da Polícia Federal, Vicente Chelotti, disse que a PF vai dar toda a segurança possível para Jorgina, caso ela seja extraditada. ‘‘Se ela está temendo pela segurança, não haverá problemas’’, garante.

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