O aleitamento materno também é ponto-chave no desenvolvimento infantil. Apesar de ter dado bons saltos nos últimos anos, a atual taxa de amamentação fica longe da meta da cúpula, que determina que todas as mulheres alimentem seus filhos exclusivamente no seio. ‘‘Isso é impossível’’, afirma a presidente do Departamento de Cuidados Primários de Saúde da Sociedade Brasileira de Pediatria, Anamaria Cavalcante e Silva. Ela afirma: ‘‘Em 1975, tínhamos 22% das mulheres amamentando até os seis meses (não só com leite materno). Em 1999, esse número tinha subido para 69%, sendo 8% de aleitamento exclusivo, mas duvido que algum país chegue a 100%.’’
De acordo com especialistas, o culpado pelo aleitamento materno ter andado tão em baixa foi a propaganda feita em meados do século pelas indústrias de alimento, que transformaram em ‘‘status’’ dar leite em pó a crianças e conseguiram pôr seus produtos até nas maternidades.
A partir dos anos 80, o Ministério da Saúde e o Unicef passaram a usar artistas de televisão para convencer as mães da necessidade de amamentar. Também se restringiram as latas de leite em maternidades, intensificaram-se as campanhas e surgiram os hospitais amigos da criança, que priorizam o aleitamento. ‘‘Para a mãe pobre brasileira, amamentar ou não o filho pode ser questão de vida ou morte’’, diz Anamaria.
Estudos comprovam que a criança que mama no peito está mais imune a doenças como diarréia e infecções respiratórias e é mais tranquila. O aleitamento também fortalece o vínculo entre mãe e bebê e diminui os riscos de câncer de mama e ovário na mãe. (L.G.)

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