Decisão judicial impediu entrada de adolescentes
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Arapongas Uma decisão judicial na sexta-feira impediu a entrada de adolescentes em uma festa sertaneja realizada no sábado à noite em um centro de eventos em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina). A organização prometia bebida alcoólica liberada e a entrada de menores de 16 anos acompanhados dos pais.
Segundo o Conselho Tutelar, ao receber um ofício dos organizadores da festa, que garantia que apenas os maiores de 18 anos teriam acesso às bebidas, já que estariam identificados com um pulseira, encaminhou a documentação ao Poder Judiciário.
"Quando verificamos que há alguma possibilidade de risco aos adolescentes encaminhamos para a apreciação da Justiça. E neste caso foi proibida a entrada e fomos ao local apenas para garantir e fiscalizar que nenhum menor entraria na festa", explicou Sônia Onofre da Silva, presidente do Conselho Tutelar de Arapongas.
Um dos organizadores do evento, Adriano Kistenmacher, garantiu que até na tarde de ontem não havia sido notificado oficialmente da decisão judicial e que somente duas horas antes da festa começar é que foi informado pelo Conselho Tutelar que não seria permitido a entrada de menores. "Na sexta à tarde estivemos no Conselho e não fomos informados. Mesmo assim atrasamos o início da programação e proibimos o acesso dos menores. Se fossemos avisados antes poderíamos ter evitado o tumulto", ressaltou o organizador. "Fizemos outros dois eventos com a entrada de menores e uso das pulseiras nos maiores e não tivemos problemas." Mais de 3 mil pessoas compareceram à festa no sábado.
Os adolescentes barrados na entrada e que já haviam comprado ingressos se revoltaram e invadiram o centro de eventos, saqueando os bares e arremessando garrafas em direção à plateia. Não houve feridos. A Polícia Militar deslocou 33 homens e 17 viaturas para controlar o tumulto.
"Não há como responsabilizar os promotores criminalmente, pois eles cumpriram a decisão da Justiça", apontou o delegado Osnildo Carneiro Lemes.


