Decisão judicial bloqueia bens de funcionários do Banco do Acre11/Mar, 20:01 Por Edmilson Ferreira, especial para a Agência Estado Rio Branco, 11 (AE) - A juíza Olívia Ribeiro, da 2ª Vara Cível, determinou hoje o bloqueio dos bens de 45 funcionários e clientes do Banco do Estado do Acre (Banacre). A decisão acata ação do Ministério Público Estadual, que acusa o grupo de ser responsável por rombo de R$140 milhões no banco. Entre os envolvidos está a concessionária Acrevelimda, empresa do conselheiro Francisco Diógenes, do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Diógenes responde a processo separado por causa do cargo que ocupa. Com base no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou por quatro meses a falência do banco, o Ministério pediu a cassação do conselheiro, responsabilizou os ex-governadores Romildo Magalhães e Orleir Cameli, ex-clientes, ex-diretores e ex-gerentes pelas "operações fraudulentas e duvidosas" que levaram o Banacre à falência. Segundo o relatório, Diógenes teria usado o cargo para conseguir empréstimos para suas empresas. O valor do prejuízo foi estabelecido pela CPI a partir do financiamento feito pelo Banco Central para cobrir o rombo, mas o patrimônio é pelo menos o dobro. São ações, títulos, móveis e imóveis em vários Estados. O empréstimo será devolvido pelo governo do Estado ao longo de 30 anos.