Londrina - As novas regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para estimular o parto normal e reduzir as cesarianas desnecessárias começaram a valer a partir de ontem. Segundo a Resolução Normativa 368, as operadoras de planos de saúde, sempre que solicitadas, deverão divulgar os percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais por estabelecimento de saúde e por médico. Além disso, a utilização do partograma, com dados durante o trabalho de parto, e o fornecimento Cartão da Gestante e a Carta de Informação à Gestante, com informações sobre pré-natal, serão obrigatórios.
Segundo o presidente da Associação Médica de Londrina (AML), Antônio Caetano de Paula, a entidade já discutiu o assunto com os planos de saúde. Ele afirmou que a decisão continuará sendo da gestante. "A paciente tem direito de decidir sobre o parto e quando optar pela cesariana vai assinar um termo. A decisão sempre foi da paciente, apenas burocratizaram esse processo. Já a decisão médica ocorre quando a gestante opta pelo parto normal, mas existem riscos", justificou. "Para alguns médicos foi a gota d´água e eles já pediram o descredenciamento da obstetrícia", acrescentou.
Ele também adiantou que os planos de saúde confirmaram que vão fornecer o Cartão da Gestante e a Carta de Informação à Gestante, além do partograma, para documentar o pré-natal e o trabalho de parto, conforme as novas regras. (R.F.)

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