São Paulo, 14 (AE) - Uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) pode fazer com que motoristas, cobradores e empresários voltem a negociar, suspendendo a greve da categoria programada para terça-feira. O tribunal manteve uma liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em São Paulo
que obriga os empresários a manter o acordo coletivo enquanto a nova campanha salarial não terminar. Desde o dia 30, a maior parte das empresas não está pagando benefícios, como o tíquete-refeição.
Os empresários tentaram cassar a liminar do TRT. Desde hoje, a antiga liminar passou a valer novamente. Caso os empresários não cumpram a decisão, está estabelecida uma multa de R$ 10 mil ao dia. Com isso, o sindicato dos condutores aceita voltar a negociar. "Se tivermos garantias de que eles vão manter o acordo pode ser que a assembléia de segunda-feira decida pela continuidade das negociações", diz o secretário-geral do sindicato, Alcides Araújo dos Santos.
O Transurb, sindicato patronal, informou, no fim da tarde de hoje, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que ainda não havia recebido nenhuma notificação oficial sobre a nova decisão do TST. Fortalecimento - Com a liminar, motoristas e cobradores saem fortalecidos da disputa com os empresários. Ainda que entre em greve, a categoria tem grandes chances de conseguir que a paralisação não seja julgada abusiva. Com isso, as empresas teriam de pagar os dias de greve.
Os empresários querem condicionar aumento de salário e benefícios ao aumento no número de passageiros. A partir do momento em que o sistema de transporte de ônibus atingir 120 milhões de passageiros por mês (hoje são 90 milhões), a cada 5 milhões de "aumento", os salários seriam reajustados em 2% e os tíquetes (inicialmente em R$ 2,00) teriam R$ 1,00 de acréscimo. Metrô - Os metroviários têm reunião de conciliação marcada para segunda-feira, às 13 horas, no TRT. Se não houver acordo com a Companhia do Metropolitano (Metrô), a tendência é a ratificação da greve em assembléia às 18h30. A paralisação também está marcada para terça-feira. (Colaborou Jobson Lemos, especial para a AE)

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