São Paulo - A decisão de distribuir preservativos nas escolas vai encontrar apoio, mas também resistência de pais e estudantes da capital paulista. Para muitos, a medida é necessária em tempos de iniciação sexual cada vez mais precoce. Para outros, o assunto deve ser tratado somente em família.
''A garotada não pensa nas consequências, faz filhos como se estivesse tomando banho. Por isso, é preciso prevenir'', afirma a dona-de-casa Maria de Fátima Mendes da Silva, 36, mãe de uma estudante de 12 anos.
O mecânico Carlos Alberto dos Santos, 46, pai de um aluno de 13, também aprova a medida, mas diz que não basta distribuir camisinha é preciso ''explicar, dar informações sobre sexualidade''.
A estudante Mariana Pereira, 14, apóia a iniciativa. ''Tem gente que até usaria, mas morre de vergonha de ir buscar. Assim fica mais fácil conseguir.'' Para Expedita Araújo, 42, ''um assunto desses deve ser tratado em casa, pela família''. Sua filha Natália, 13, cursa a 6 série e também acha que, ''sobre sexo, os pais é que têm que ensinar''.

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