Salvador, 22 (AE) - O senador Antonio Carlos Magalhães afirmou hoje, em Salvador, que o PMDB não deve ter se surpreendido com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, que anunciou estar deixando o partido. Magalhães alegou que "não seria ético" analisar questões de outro partido, mas afirmou que "a saída de Itamar não surpreendeu ao PMDB".
Itamar anunciou o desligamento do partido ontem, em pronunciamento para a imprensa, no qual se restringiu à leitura da nota oficial. A decisão do desligamento ocorreu durante encontro com o ex-presidente nacional do PMDB, Paes de Andrade. Veto - O senador baiano comentou ainda a questão do veto do presidente Fernando Henrique Cardoso ao projeto de lei que propunha a anista de multas eleitorais praticadas por políticos nas eleições de 1996 e 1998. Originário do Senado, o projeto previa a suspensão da cobrança de multas em um valor total de R$ 21,2 milhões a candidatos que praticaram algum tipo de crime eleitoral nas eleições passadas.
Para ACM, é atribuição do Senado aceitar ou rejeitar o veto, que segundo ele, é um direito do presidente. "Não temos interesse de retaliar, mas cumpriremos o nosso dever no Congresso", disse. "Ele tem a independência de agir como ele quer, mas assim como ele não me comunicou o veto, também não tenho que comunicar nenhuma decisão do Congresso para ele".
O senador acrescentou que a popularidade de Fernando Henrique tende a melhorar, "até porque ele já chegou ao fundo do poço e o que vem agora, será melhor". Segundo ele, os "números da economia serão melhores no ano 2000". Ford - ACM participou hoje da solenidade de assinatura de contratos complementares para ratificar o protocolo firmado entre o governo baiano e a montadora Ford, em junho. Em seguida, visitou a área onde está sendo construída a fábrica, na Região Metropolitana de Salvador.

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