Decisão de asilo a Cubas obedece tradição, segundo Lampreia
Brasília, 30 (AE) - O ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, explicou há pouco, em entrevista ao Bom Dia Brasil, da TV Globo, que a decisão do governo brasileiro de conceder asilo político ao ex-presidente paraguaio, Raúl Cubas, obedece a uma tradição latino-americana. "É muito importante preservar isso, porque é um refúgio de liberdade, está na nossa Constituição e em numerosas convenções interamericanas", afirmou o ministro.
A idéia é de que Cubas, assim como o ex-presidente do Paraguai, o ex-ditador, Alfredo Stroessner, fique no Brasil permanentemente. "Normalmente nós damos asilo por um prazo fixo
em geral de dois anos, renováveis", afirmou o ministro. "Eu acredito que ele fique. Ele é muito ligado ao Brasil e fala português como nós."
De acordo com o ministro, a solução encontrada pelo Brasil, oferecer asilo político ao ex-presidente paraguaio, foi para assegurar a tranquilidade da região, do Mercosul e da usina de Itaipu. "O Paraguai, para nós é um país muito importante, porque além de ser condômino de Itaipu, de onde provém 30% da energia elétrica, é também um país com o qual temos extensa fronteira e onde residem mais de 300 mil brasileiros. Portanto é um país cuja estabilidade nos interessa muito", afirmou Lampreia.





