Brasília, 13 (AE) - A campanha "Criança Esperança", promovida há 13 anos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (Unicef) e Rede Globo de Televisão, deverá ter uma arrecadação menor em relação aos anos anteriores por problemas judiciais. Uma liminar concedida no ano passado pelo juiz federal Arnaldo Penteado Laudisio, da 4ª Vara Cível de São Paulo
impede o uso do número 0900 no Estado, que responde por 40% de todas as ligações do País. Liminar semelhante foi dada no Rio Grande do Sul.
A campanha começará no próximo sábado e deverá durar duas semanas - nas versões anteriores a duração era de uma semana. Este ano, pela primeira vez, o interessado em participar da campanha terá de ligar para uma central de atendimento onde receberá instruções de como depositar o dinheiro no Banco do Brasil (BB). Este procedimento deverá reduzir a quantidade de doações por dinheiro. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não aceitou colocar um número 0800 para a campanha, para não correr o risco de caracterizar burla a uma decisão judicial. A campanha arrecadou nos dois últimos anos uma média anual de R$ 4,5 milhões.

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