Decadência no comércio da fronteira agrava desemprego
A decadência do centro comercial de Ciudad del Este agravou o problema do desemprego no Paraguai. Com a maxidesvalorização de janeiro de 1999, quando o governo não interveio no mercado financeiro para conter a alta da moeda norte-americana, a queda no movimento causou um forte impacto que refletiu diretamente no orçamento do país.
O número de lojas na cidade caiu de mais de sete mil, em 1994, para pouco mais de duas mil no início de 2001. A crise prolongada provocou a demissão de pelo menos cinco mil brasileiros que trabalhavam nas lojas de Ciudad del Este. Os cinco mil remanescentes estão sendo alvo de um perseguição paraguaia pela busca de emprego.
A preocupação com a situação é latente em todo o país, já que Ciudad del Este responde por 20% dos recursos tributários arrecadados pelo Paraguai. Segundo o Banco Central paraguaio, o comércio local movimentou US$ 4,3 bilhões em 1995, valor que nos anos seguintes manteve-se estável em US$ 2,5 bilhões/ano, caindo para US$ 1 bilhão em 2001. O valor impressiona se comparado com o Produto Interno Bruto (PIB), que é de cerca de US$ 9 bilhões.





