Brasília, 15 (AE) - O governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), afirmou há pouco, ao chegar ao Hotel Naoum, em Brasília, que considera prioritário, no encontro de amanhã (16) de 15 governadores com o presidente Fernando Henrique Cardoso, o debate sobre a questão previdenciária. Ele disse ter a expectativa de que do encontro saia uma proposta objetiva. Embora reconheça que outros Estados têm outros temas a levar à reunião, Lerner sustenta que seja dada prioridade a este primeiro ponto, "pois a Previdência é um problema agudo para todos". Na opinião dele, a solução deve vir por meio de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que restaure a cobrança dos inativos, existente desde 1950 no Estado. Outro ponto que, na opinião do governador do Paraná, deve ser debatido com o presidente é a mudança do decreto que implementou o encontro de contas entre os Estados e a Previdência, que não permite, na avaliação dele, uma interpretação correta, da forma como está redigido. O terceiro passo que deve ser dado na reunião, segundo Lerner, é a busca de uma forma de capitalizar os fundos de previdência dos Estados. O governador acredita que, com a discussão dos problemas ocasionados pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de sustar a contribuição dos inativos e o aumento da contribuição dos da ativa, haverá uma decisão unânime dos governadores em favor da cobrança dos inativos. Alguns dos governadores que participarão da reunião de amanhã decidiram fazer um encontro prévio hoje à tarde, no Hotel Naoum Plaza. Lá estão também, entre outros, os governadores do Amazonas, Amazonino Mendes (PFL), de Santa Catarina, Esperidião Amin (PPB)
e de Sergipe, Albano Franco (PSDB). Franco defendeu há pouco o debate, na reunião de amanhã, além da questão da Previdência, também da pauta apresentada pelos governadores na primeira reunião que tiveram com o presidente, em fevereiro, na Granja do Torto, em Brasília. Quanto à Previdência, Franco disse que Sergipe cobra a contribuição dos aposentados desde 1961 e e dos pensionistas desde 1992. Amin que também participará da reunião prévia no Hotel Naoum informou que o Estado cobra contribuição previdenciária dos inativos desde 1962. Ele informou que a receita do Estado é de R$ 180 milhões por mês, dos quais R$ 120 milhões são gastos com pessoal e, desse total, R$ 45 milhões destinam-se aos aposentados e pensionistas. Mas eles contribuem apenas com 10% desta despesa. Amin defendeu uma emenda constitucional para restabelecer a cobrança dos inativos e a crição de fundos de previdência nos Estados.

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