Debate da eleição para reitor da UEL tem protesto de estudantes
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sexta-feira, 28 de março de 2014
Agência UEL 
O segundo e último debate do primeiro turno das eleições para reitor e vice-reitor da UEL lotou o Anfiteatro Maior do Centro de Letras e Ciências Humanas (CCH), na noite desta quinta-feira (27), com a presença maciça de estudantes de graduação. Todas as quatro chapas participaram do encontro, que, como no primeiro debate, evitaram críticas entre si, preferindo apresentar propostas de campanha.
Os candidatos demonstraram preocupação com a reposição de recursos humanos, uma vez que pelo menos 2 mil professores e servidores técnico-administrativos poderão requerer aposentadoria dentro dos próximos quatro anos. Outro compromisso assumido por todos os quatro candidatos foi a defesa da autonomia universitária, que provoca danos à Universidade quando se trata de contratação de pessoal e de investimentos.
As regras acordadas entre as quatro chapas e a Comissão Eleitoral colaboraram para o tom ameno do debate. O primeiro bloco, de 5 minutos, foi destinado à apresentação das chapas e explanação geral das propostas.
No bloco seguinte cada candidato respondeu uma questão formulada por outro escolhido mediante sorteio.
No terceiro bloco foram sorteadas perguntas do público para cada chapa. Os participantes questionaram os currículos dos candidatos quanto à experiência acadêmica e os reflexos disso na administração da Universidade. Os estudantes também perguntaram qual a posição das chapas quanto as regras para eleição para reitor.
O Conselho Universitário (CU) aprovou em dezembro de 2011 a mudança do voto paritário (que prevê um terço de peso para cada categoria) aplicando a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que prevê peso maior para o voto de professor. Pela regra aprovada pelo CU, o voto dos professores corresponde a 70% do total; dos servidores técnico-administrativos a 20% e o dos estudantes a 10%.
Nesta hora um grupo de estudantes protestou contra as atuais regras das eleições, reclamando contra a alteração no Regimento Interno, que deu fim ao voto paritário. Embora tenha sido um protesto pacífico, foi necessária a atuação dos mediadores do debate para encerrar a manifestação.
Apuração
O presidente da Comissão Eleitoral, Sidnei Pereira do Nascimento, informou que a partir de agora a campanha segue com a propaganda dos candidatos até dia 8 de abril. A eleição está marcada para 9 de abril. Ele informou que a apuração está prevista para ter início a partir do fechamento das urnas, às 23 horas do dia 9. Segundo o presidente, ainda não existe uma definição de quantos servidores e professores deverão participar da apuração, já que o voto será manual, com cédulas em papel.
"Podemos adiantar que praticamente toda a comunidade será mobilizada", afirmou. Segundo ele, além dos escrutinadores, deverão ser recrutados motoristas, eletricistas, técnicos de informática e pessoal de apoio, que atuarão na logística que será montada no Centro de Educação Física e Esporte (CEFE). A estimativa do presidente da comissão é que o trabalho de contagem dos votos siga pela madrugada do dia seguinte. Segundo ele, no primeiro turno da eleição passada, a contagem foi concluída por volta das 4 horas, horário estimado para a conclusão dos trabalhos nesta eleição também.


