A proposta de implantação de cotas para estudantes da Escola Pública na Universidade Estadual de Londrina (UEL), anunciado no início da semana pela reitora Lygia Pupatto, vai ser apresentada ao Conselho de Interação Universidade-Comunidade (CIUS). A reunião será segunda-feira, às 19h30, no anfiteatro do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA).
O Conselho é um órgão consultivo e propositivo, criado em outubro do ano passado e presidido pela reitora. É composto por 72 membros, sendo 44 da comunidade externa, representando associações de moradores, instituições religiosas, entidades de classe, ONGs.
A inclusão do negro na Universidade já vem sendo discutida na UEL desde 2002. Agora, a Administração da Instituição inicia o debate, também, em torno da implantação de cotas para estudantes da Escola Pública, propondo a reserva de 40% de suas vagas a eles e aos negros.
A proposta é que a reserva de vagas seja implantada já no vestibular de janeiro de 2005, enquanto a discussão em torno da medida deve ser encerrada no final do mês que vem. A destinação de cotas teria duração de 10 anos, com acompanhamento do CEPE - Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.


‘‘É claro que a gente gostaria que fosse diferente, que os negros pudessem entrar por sua capacidade, mas os negros são discriminados mesmo, não conseguem emprego e aí fica difícil pagar um bom estudo’’
José Carlos Batista, 41 anos, segurança


‘‘Na minha opinião esse sistema de cotas é bom. Todos nós temos direito e os negros também têm vez, eles também têm direito de estudar na universidade, e assim fica mais fácil’’
Geni Isalino dos Santos, 47 anos, dona de casa


‘‘Deus nos fez todos iguais, e, na minha opinião, não tem que haver diferença na hora do vestibular, tem que ser tudo igual. Acho que o sistema de cotas para negros pode resolver pouca coisa’’
Valmir Rodrigues da Silva, 36 anos, montador


‘‘Não sei se as cotas para negros são válidas. Acho que as oportunidades deveriam ser iguais para todos, isso não depende de cor, depende de cada pessoa, se tem vontade de estudar’’
Diego Donizete Bege, 17 anos, estudante e entregador

mockup