Curitiba - Sob a coordenação dos irmãos Enio e Eldon Strey, considerados dois dos melhores técnicos de panificação do País, 14 padeiros trabalharam durante seis horas na manhã de ontem em Curitiba empenhados na tarefa de fazer o maior pão do mundo. O superpão, com 445 metros e 93 centímetros de comprimento e 860 quilos e 64 gramas, já conquistou o título de o maior pão do Brasil, superando a marca do Espírito Santo e de outros estados brasileiros. O Espírito Santo ficou em segundo lugar com um pão de 232 metros.
A meta de ser o maior pão do mundo, instituída por um concurso lançado pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), ainda não havia sido conquistada ontem. Os padeiros responsáveis pelo superpão produzido no Paraná concorrem com outros profissionais da França, Portugal e Espanha. A divulgação do resultado, que pode entrar para o Guiness Book, o livro dos recordes, é esperada para hoje.
No Paraná, o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria no Estado do Paraná (Sipcep) foi o responsável pela elaboração do pão. Para isso, foram feitas parcerias com duas empresas locais que forneceram equipamentos e a farinha de trigo.
O trabalho começou às 7 horas. Foram usados 400 quilos de trigo, 15 de fermento, seis de sal, 36 de açúcar, 15 de margarina e 15 de leite em pó, além de 90 litros de água e 720 ovos. A massa foi colocada em zigue-zague numa forma de 55 metros quadrados, totalizando 445,9 metros. O pão foi assado por uma hora a 190 graus, no forno de uma olaria no bairro Caximba, em Curitiba.
Além do enorme esforço manual, a fabricação do pão também exigiu o desenvolvimento de um programa específico de computador. Segundo as normas do concurso da Abip e exigências para entrar no livro de recordes, cada metro de pão tem que ter no mínimo um quilo de farinha para não ser desclassificado. Para certificar esse quesito, depois de pronto, o pão foi analisado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
Este é o segundo ano que o Sipcep participa do concurso. No ano passado, segundo o presidente do sindicato, Joaquim Cancela Gonçalves, o pão paranaense teve 161 metros e 61 centímetros. O recorde mundial ficou com São Paulo, que fez um pão de 195 metros. No Guiness consta apenas o pão mais pesado do mundo. A Abip, de acordo com Gonçalves, está seguindo todas as exigências para que a partir deste ano o vencedor desse concurso também entre para o livro dos recordes, com o maior pão do mundo.
O superpão foi distribuído para aproximadamente 400 crianças de instituições de caridade e de colégios do bairro, convidados para o evento.

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