DE OLHO NA ÍRIS
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Tal qual um mapa astral, que se configura no momento em que se nasce, a íris de cada pessoa também revela, desde o parto, traços da personalidade e pontos do corpo que merecem cuidados e atenção ao longo da vida. Entretanto, não se trata de técnica de ficção científica, diagnóstico médico, sequer envolve qualquer elemento místico. É uma terapia alternativa que cresce no Brasil e tem como objetivo analisar e conhecer uma pessoa através do estudo dos olhos.
''Principalmente na Alemanha a análise da íris já tem bastante aceitação. Há até empresas que a realizam antes da contratação de um funcionário'', destaca o iridologista e terapeuta Marco Castro. A técnica surgiu no século 19, na Hungria - através de descobertas e pesquisas do médico Ignatz von Péczely®MDNM¯. Consiste em mapear a parte colorida do olho identificando marcas, formas e manchas que apontam, a partir de uma padrão iridológico, cuidados com órgãos e até com estados emotivos do ''paciente''.
Apesar do crescente interesse, no Brasil o principal motivo que leva uma pessoa à análise da própria íris ainda é a curiosidade. ''O cliente chega querendo saber o que é, mas depois acaba confiando e levando a sério, o que é bastante importante, pois pode ajudá-lo a explicar e prevenir coisas que a medicina tradicional não vê com tanta relevância'', diz Castro. Um exemplo são traços da personalidade que podem facilitar o desenvolvimento de doenças. O estudo da íris vai apontar o perfil psicológico e os órgãos que podem ser afetados.
O iridologista explica: ''Estes pontos, manchas e anéis que analisamos são formados desde o nascimento. O que pode variar é a forma da pupila e coloração dos olhos. Assim, é preciso que o iridologista identifique no histórico da pessoa se aquele ponto em análise já foi trabalhado, pois a mancha não vai desaparecer''.
Castro diz que a consulta é feita através de dois encontros. No primeiro é realizada uma entrevista para que o terapeuta possa conhecer o novo cliente. No final desta etapa é tirada uma fotografia da íris, que será mapeada pelo profissional. ''A partir de então, faço um relatório desses olhos e a pessoa retorna para que eu possa explicar item por item do que foi identificado. Daí, é uma opção o cliente seguir em terapia ou até realizar exames médicos''.
Apesar da falta de estudos aprofundados sobre a técnica, o iridologista afirma que ela deve ser encarada como científica. ''O que não pode é ser tratada como diagnóstico médico. É uma análise de pontos que merecem atenção. Nem por isso deve ser considerada como algo sem validade''.


