De olho na consistência
Segundo o médico nutrólogo Cláudio Barbosa, não é preciso abrir mão das delícias da atual gastronomia, mas é preciso, sim, repensar as escolhas levando em conta a consistência e a densidade calórica dos alimentos.
Os alimentos pastosos, segundo ele, não existiram na alimentação humana por milhares de anos, mas hoje estão presentes em cremes, molhos, recheios, sorvetes, vitaminas e em tantos outros. Nessas preparações, que praticamente não demandam mastigação, a quantidade de calorias é muito maior se comparado com o mesmo peso em gramas do alimento in natura. ''Esse é o conceito de densidade calórica - caloria concentrada no alimento'', explica.
Nosso sistema digestivo, forma da arcada dentária e tamanho do intestino, aponta o médico, ''mostram de forma clara que não se pode comer tanto, tão pastoso e tão açucarado''. ''Não fomos feito para comer tanto, tão rápido e sermos tão sedentários. Se continuarmos assim, a obesidade só poderá ser curada com a redução do intestino, de forma que ele absorva menos as calorias e de forma mais lenta'', alerta.
O nutrólogo ressalta que, quanto mais processado o alimento e maior sua densidade calórica, maior o risco de obesidade. ''Não é preciso proibir, mas restringir a ingestão desse tipo de alimento, dentro de uma dieta elaborada por nutrólogo ou nutricionista de forma individualizada'', afirma. (C.P.)





