De oito exonerados, seis são investigados pelo INSS
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de outubro de 2003
Equipe da Folha 
Curitiba - Os dois funcionários exonerados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do Paraná, na quinta-feira, não têm relação nenhuma com a investigação sobre a suspeita de fraude à Previdência Social, como equivocadamente a Folha noticiou ontem. Os motivos para o afastamento do chefe da área de logística do INSS, Renato Chipanski, e de sua substituta imediata, Elisete Araújo Eduardo, não foram divulgados pelo Ministério da Previdência.
Na segunda-feira, o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, afastou seis pessoas de cargos de chefia da gerência executiva em Curitiba. A exoneração foi determinada para facilitar as investigações. Entre esses seis afastados, três estão respondendo inquérito na Polícia Federal, mas o INSS não confirma os nomes deles.
Os seis exonerados na segunda-feira são suspeitos de envolvimento em uma fraude que pode ter causado um rombo de no mínimo R$ 24 milhões. O serviço de inteligência fiscal da PF estima que o prejuízo total chegue a R$ 168 milhões. Pelo menos dez grandes empresas no Paraná teriam se beneficiado com redução ou eliminação de dívidas. Também estaria ocorrendo comercialização de Certidões Negativas de Débitos (CND's) falsas.
Ontem, o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Paraná (Sinfispar), João Alfredo Samways, pediu ao ministro Berzoini agilidade nas investigações. Ele foi até Brasília para mostrar a indignação da categoria com a forma que se deram as exonerações. Depois do encontro, o ministro divulgou nota oficial aos servidores do INSS no Paraná. ''É importante ressaltar que todas as pessoas exoneradas de seus cargos não podem e nem devem ser consideradas culpadas, até que se conclua o processo de apuração. Do mesmo modo, os que não tiverem responsabilidade por irregularidades não terão qualquer impedimento de voltar a exercer cargos de confiança'', diz a nota assinada por Berzoini.
Foram exonerados a ex-gerente-executiva Laura Cristina Bianco da Costa e os auditores fiscais Sérgio Gavassi Bilotta. João Elio Graciolli, Haroldo José Tosin, Edimar Rodrigues Shintcovsk, Mario Celso Freitas Rodrigues. Todos eles alegam inocência e dizem que não têm conhecimento das denúncias que estão sofrendo. Comos são funcionários de carreira, eles continuam atuando no INSS.


