Jerusalém, 01 (AE-AP) - O presidente argentino, Fernando de la Rúa, prometeu pedir uma investigação sobre o assassinato de cerca de 2.000 judeus detidos em campanhas da ditadura argentina contra a guerrilha urbana e políticos de esquerda, informou hoje (01) uma fonte oficial israelense.
De la Rúa fez a promessa ao ministro de Assuntos da Diáspora, Michael Melchior, durante uma reunião em Estocolmo na semana passada, onde foram discutidas maneiras de se preservar a lembrança do Holocausto, disse o porta-voz de Melchior, Moni Mordejai.
O presidente argentino disse que tentará modificar as leis argentinas para poder levar à justiça os responsáveis e oferecer uma anistia a ex-membros do regime militar que cooperarem com a investigação.
Segundo Mordejai, De la Rúa também prometeu ao governo israelense a transferência dos restos das vítimas ao Estado judeu nos casos em que esse seja o desejo dos familiares.
De acordo com um relatório do governo de Buenos Aires, pelo menos 9.000 argentinos desapareceram sob a ditadura (1976-83). Os grupos de direitos humanos afirmam, entretanto, que o número real é de cerca de 30.000.