Buenos Aires, 10 (AE-AP) - O presidente argentino, Fernando de la Rúa, prometeu hoje (10), em seu discurso de posse, cumprir o acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) pelo governo de seu antecessor, Carlos Menem. Mas, já nos próximos dias, deve pedir a dispensa do cumprimento de uma das cláusulas do pacto.
O déficit fiscal deste ano atingiu em novembro a marca de US$ 5,631 bilhões - US$ 531 milhões acima da meta de US$ 5,1 bilhões, estabelecida pelo FMI para 1999.
Há alguns dias, o ministro da Economia do governo Menem, Roque Fernández, reconheceu que o déficit fiscal ficaria em torno dos US$ 5,8 bilhões. A nova equipe econômica, liderada por José Luis Machinea, contudo, estima que essa cifra deve superar os US$ 6 bilhões.
A controvérsia entre o governo que assume e o que sai já tem pelo menos uma consequência prática: De la Rúa chega à Casa Rosada sem a definição de um orçamento para o ano 2000.
Na terça-feira, quando uma missão liderada por Teresa Terminassian chega a Buenos Aires, a equipe de De la Rúa negocia diretamente com o FMI pela primeira vez. De acordo como o jornal de Buenos Aires La Nación, o principal objetivo do governo será obter o "waiver" - nome técnico para a dispensa do cumprimento de uma cláusula.
Ainda segundo o diário, que cita o novo secretário da Fazenda, Mario Vicens, a administração De la Rúa vai pedir ao FMI a ampliação do atual programa de metas em termos de tempo e, eventualmente, de recursos.

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