Data do início das obras no emissário submarino de Ipanema ainda não está definida
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Por Clarissa Thomé, especial para a AE 
Rio, 20 (AE) - O presidente da Companhia Estadual de águas e Esgotos (Cedae), do Rio, Marcos Montenegro, ainda não definiu a nova data para o início das obras no emissário submarino de Ipanema. O conserto foi adiado pela terceira vez no domingo, quando uma ressaca atingiu o litoral carioca, destruindo parte do calçadão da praia de Ipanema e impedindo que os técnicos da Petrobrás trabalhassem no emissário. "Estou esperando a avaliação da Petrobrás para poder marcar nova data para o início do conserto", afirmou Montenegro.
Assim que o mar acalmar, os mergulhardores vão vistoriar "zonas de risco" - locais em que há pilares mais altos, com até 2,5 metros de altura, e onde o fundo do mar é formado por bolsões de argila. "Historicamente, nesses locais ocorrem mais acidentes", informou o diretor de Esgotos da Cedae, César Scherer.
Em janeiro, um pilar do emissário submarino se rompeu a 900 metros da praia de Ipanema, provocando uma fissura na tubulação, por onde vazam 150 litros de esgoto por segundo. O pilar afetado está imobilizado por escoras e, segundo Montenegro
não há risco de agravar o rompimento. O emissário, que lança ao mar todo o esgoto produzido na zona sul, tem 4,3 mil metros de comprimento e é sustentado por 90 pilares. O material de 70 deles está fadigado, segundo estudo da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe).
"É público e notório que o emissário precisa ser todo remodelado", afirmou Scherer. A Cedae abriu licitação orçada em R$ 33,4 milhões para a reforma e está tentando captar recursos junto ao Banco Mundial.


