Das seis filhas, Patrícia é a mais ligada nos negócios
Patrícia Abravanel, de 23 anos, é apontada pelos funcionários do grupo como a mais interessada das seis filhas de Silvio Santos pelos negócios do pai. Quartanista de administração de empresas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), ela fez estágio no SBT até o ano passado. Circulou por diversos departamentos e participou de reuniões de diretoria da emissora.
Nem por isso o pai dava indícios de favorecer Patrícia em meio aos demais executivos da empresa. Valiam, para ela, as mesmas regras impostas aos demais. Conta-se nos bastidores que a filha chegou a ser barrada no acesso ao camarim de Silvio Santos por não ter autorização para entrar.
Atualmente, Patrícia, a mais velha do segundo casamento do empresário, trabalha com Íris Abravanel na butique da mãe, em São Paulo. São duas filhas do primeiro casamento - Cynthia e Silvia - e quatro com Íris - Daniela, Rebeca e Renata, além de Patrícia.
Silvia, a segunda herdeira, também trabalha no SBT, mas longe das atividades administrativas. Atua na equipe de produção do programa ''Canta e Dança'', apresentado por Carla Perez. Cynthia, a primogênita, dirige o Teatro Imprensa, do Grupo Silvio Santos.
Com o controle de 34 empresas, o Grupo Silvio Santos faturou em 2000 mais de US$ 1 bilhão. Fundado nos anos 60, tem cinco divisões de negócios: Comunicações, Comércio e Serviços, Empresas Financeiras, Capitalização e Seguros, Veículos e outra fora dessa estrutura, que reúne empreendimentos como o Teatro Imprensa, na região central.
Desde sua criação, em 1972, a Silvio Santos Participações é a holding que detém, direta ou indiretamente, o controle acionário de todas as empresas. A mais lucrativa delas é a Liderança Capitalização, responsável pela Telesena. Em seguida estão o SBT, o Banco Panamericano e o Baú da Felicidade.
A cartada mais recente de Silvio é o popular Computador do Milhão, vendido com financiamento do Banco Panamericano.
Há cerca de três anos, Silvio considerou a possibilidade de vender o SBT. De olho em eventuais compradores, enxugou o número de produções e praticamente desativou o Departamento de Jornalismo. Acreditava que nenhuma das filhas tivesse potencial para assumir os negócios. Também não se esforçava para tanto. Foi Patrícia quem teve de mostrar interesse pelo SBT. (A.E)





