Ortigueira - Escola que atende cerca de 200 alunos da região, o Colégio Estadual do Campo Plínio da Costa não possui disciplina específica da cultura ucraniana. No entanto, professores realizam projetos complementares que resgatem a cultura deste povo. Um deles é o projeto de dança típica, incluindo toda a vestimenta festiva, que Celeste Dutra da Silva ensina aos alunos. "A coroa das meninas possui flores específicas como a papoula e o girassol. Dela, caem fitas coloridas. Já as roupas são na tonalidade preta a vermelha", explica a professora. Muito alegre e saltitante, a dança é realizada por casais que vão trocando passos no decorrer da melodia.
O grupo é formado por dez jovens, um deles, Matheus Kutz Semchechem, de 13 anos, que vive com a família na comunidade. "Gosto bastante da cultura ucraniana. A dança é bem diferente do que os adolescentes de hoje estão acostumados." Os pais, Rosiana e Celso Semchechem, incentivam o interesse do menino para que as tradições da família não se percam. "Acho muito bonito que meus filhos gostem da cultura dos meus pais. Aqui em casa, várias palavras são ditas em ucraniano, além dos costumes, como a orações, comida e o chimarrão de manhã", conta Celso.
Muito religiosos, os dois filhos do casal começam a planejar a viagem à próxima Jornada Mundial da Juventude, que será realizada na Polônia, país vizinho da Ucrânia. "Vamos aproveitar e conhecer o país de onde nossos avós vieram ainda pequenos. Queremos conhecer como eles vivem e aprender coisas novas", conta a filha Priscila, que já morou por três anos em um colégio interno de religiosas ucranianas na cidade de Prudentópolis.(M.T.)

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