Araçatuba, SP - Depois de 11 horas de sessão, o Tribunal do Júri de São José do Rio Preto (SP), condenou ontem a 19 anos e seis meses de prisão a dama de companhia Fátima Antônio, 43 anos, acusada de espancar e matar a aposentada Luciana Aparecida Vieira Pinto, de 92 anos.
Cinco mulheres e dois homens do júri consideraram que Fátima deveria ser condenada por homicídio duplamente qualificado, com prática de emprego de meio cruel e por motivo fútil, com os agravantes de praticar crime contra pessoa enferma, em uma relação doméstica e mediante tortura.
A tese da defesa, de que Fátima não tinha intenção de matar a aposentada, da qual tomava conta havia cinco anos, não vingou. O advogado de defesa, Antônio Alberto Lemos, disse à reportagem que a divulgação da fita pela TV mostrando Fátima agredindo a aposentada influenciou na decisão do jurado. Ele afirmou que vai recorrer da sentença.
O julgamento era esperado porque o caso ganhou repercussão nacional após a TV divulgar cenas de uma fita de vídeo, gravadas por uma câmera escondida na cozinha pelos familiares da aposentada, que desconfiavam das agressões. Nas cenas, Fátima aparece puxando os cabelos e empurrando a cabeça da aposentada. Luciana morreu vítima de traumatismo craniano, em 26 de novembro de 2002.
Mortes - Um assassinato seguido de tentativa de suicídio assustou ontem os 24 mil habitantes de Flores da Cunha, município da serra gaúcha, a 150 km de Porto Alegre. O professor Vinícius Fantinel, de 25 anos, aproximou-se da estudante Silviane Maróstica, de 22 anos, que estava numa parada de ônibus, e disparou dois tiros. Logo depois, atirou contra o próprio corpo. A polícia apurou que os dois eram namorados e haviam rompido o relacionamento. Silviane é filha do vice-prefeito eleito de Nova Pádua, Silvino Maróstica.

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