Berlim, 16 (AE-AP) - A DaimlerChrysler tem uma "cláusula de saída", ou seja, a possibilidade legal de desistir da fusão com a empresa francesa Aerospatiale Matra, se considerar que o governo francês está interferindo na estratégia comercial da companhia, informou hoje (16) uma revista alemã.
O governo francês, que possui quase metade das ações da Aerospatiale Matra, terá 30% das ações com direito a voto da nova companhia.
A DaimlerChrysler terá outros 30% e os 40% restantes serão distribuídos no mercado acionário. O nome da nova companhia ainda não foi definido, mas poderá ser European Aeronautic ou EADS.
A última edição da revista Der Spiegel informou ontem que a cláusula de saída da DaimlerChrysler permite um direito de recesso após três anos, se o governo francês impedir demissões ou outras medidas para aumentar a eficiência e gerir a companhia de modo economicamente racional. Se isso ocorrer, o governo francês está obrigado a comprar as ações que a DaimlerChrysler possui da nova companhia pelo valor de mercado.
O negócio, fechado quinta-feira, deverá criar a terceira maior companhia aeroespacial do mundo. A companhia franco-germânica informou esperar obter aprovação das autoridades regulatórias e começar suas operações em junho.

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