São Paulo, 14 (AE) - O grupo Daimler-Chrysler corre o risco de pagar uma multa de até US$ 14 bilhões por ter violado normas européias de livre concorrência. A Comissão Executiva Européia para temas de livre concorrência atendeu acusações de que o grupo teria violado normas durante a venda de seus automóveis, principalmente do "Classe E", da Mercedez-Benz.
De acordo com a acusação, a Daimler violou regras em quatro países (Alemanha, Bélgica, Holanda e Espanha), obstruindo a política de descontos por parte de concessionárias a seus "grandes" clientes, como auto-escolas, companhias de táxi e locadoras de veículos.
O grupo tem agora dois meses para responder as acusações diante da Comissão Executiva Européia, cujo veredito é esperado para dentro de quatro a seis semanas. Nesse data, deverá ser estabelecido o montante da multa, que na pior das hipóteses poderá ser de até US$ 14 bilhões, ou 10% do faturamento.
As normas européias estabelecem que multas desse tipo sejam calculadas sobre a base do volume de negócios do exercício precedente. Se a comissão decidir antes do fim do ano, por exemplo, a multa será avaliada sobre o faturamento de 1998, quando a Daimler e a Chrysler eram duas empresas separadas. Nesse caso, o volume de negócios considerado será apenas do grupo alemão. Mas se a sentença for decidida em 2000, a multa será calculada sobre a base do faturamento deste ano, quando as duas empresas já haviam concretizado a sua fusão.
Não é a primeira vez que um grupo do setor automobilístico se vê ameaçado por ter violado normas européias relativas à venda de veículos, informa a agência italiana de notícias Ansa. No ano passado, a Volksawagen enfrentou processo semelhante. A Comissão Executiva Européia está estudando ainda um caso similar contra a Opel.

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