Dados do Banco Central indicam recessão no país
Montevidéu, 01 (AE-ANSA) - O Uruguai entrou em recessão econômica nos primeiros meses deste ano. É o que revelam números do Banco Central divulgados hoje em Montevidéu. Os indicadores de produção caíram praticamente em todos os setores, fora o consumo interno de energia elétrica, que subiu 6%.
As atividades nos frigoríficos recuaram 11% nos doze primeiros meses desde abril, com relação ao mesmo período do ano passado. As vendas de carne de vaca, principal produto de exportação, caíram 14,2% e as de lã 26,9%. A comercialização de carros zero quilômetro caiu 9,6% e a de caminhões 16,2%. O setor de construção teve aumento de 22% por causa dos incentivos de crédito por parte de alguns bancos.
A taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano ficou em 11 2%, acima do registro histórico do país nas última décadas, quando se situou em torno de 8%. O desemprego teve incremento em especial por causa da desvalorização do real, segundo estudo do economista Gabriel Oddone, da Consultoria Econômico-Financeira Oikos, publicada no jornal Últimas Notícias.
O salário real dos trabalhadores caiu 0,56% durante abril e acumula ganho de 0,87% nos quatro primeiros meses do ano e 0,89% nos últimos 12 meses, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). A evolução nominal dos salários foi de 2,79% mas descontada a inflação acumulada no período, de 1,92%, o aumento real foi de 0,87%.
A cinco meses das eleições presidenciais no Uruguai, pesquisa de intenção de voto da empresa Fáctum revelou que os candidatos Jorge Batlle, do Partido Colorado (centro-direita, oficialista) e Tabaré Vázquez, do Encontro Progressista (esquerda) têm 34% das preferências do eleitorado. O ex-presidente Luis Alberto Lacalle, candidato pelo Partido Nacional (centro-direita), tem 17% da preferência do eleitorado. O senador Rafael Michelini, do Novo Espaço (centro-esquerda), tem 3% da simpatia do eleitorado.
As eleições acontecem em 31 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de aproximadamente 2 pontos percentuais. Dos entrevistados, 12% disseram que votariam em branco, estão indecisos ou não responderam a pesquisa.





