Dados desatualizados entravam doações
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de dezembro de 2010
Diogo Cavazotti<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Achar um doador de medula óssea é difícil Em média, existe uma pessoa compatível para cada 100 mil casos, se não existir parentesco Quando um possível doador é encontrado, outro problema dificulta a doação: muitas vezes as pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) não são encontradas, pois o endereço e telefone estão desatualizados
São enviados e-mails e telegramas, além da tentativa de contato telefônico, mas não é raro quando as formas de comunicação não geram resposta A esperança de uma possível cura da doença bate na trave pelo problema de não encontrar o doador
Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que coordena o Redome, aproximadamente 12% dos doadores de medula não atualizam o cadastro, o que impossibilidade sua localização No momento do cadastro para se tornar um possível doador, a pessoa recebe uma carteirinha com o contato para onde deve enviar as alterações de endereço É necessário enviar e-mail para redome@inca gov br informando nome completo, CPF e as novas informações
Segundo a enfermeira Neusa Trento Soffiatti, coordenadora do serviço de doador voluntário de medula óssea do Biobanco do Hospital de Clínicas, muitas pessoas esquecem de atualizar os dados já que o cadastro permanece ativo durante muito tempo, até completar 55 anos, idade limite para realizar a doação
Os interessados em participar do cadastro nacional do Redome precisam retirar apenas 5 ml de sangue Os dados passam a integrar o sistema e ficam disponíveis para todo o Brasil Como as chances de achar um doador compatível são baixas, a maior parte dos cadastrados nunca será procurado Atualmente existe 1,7 milhão de registros, porém, quanto mais pessoas integrarem o Redome, mais fácil será encontrar um doador
Caso haja medula concordante, o doador passa por avaliação médica e pode optar por realizar ou não o procedimento A cirurgia é simples, através da retirada de um líquido da coluna, e a pessoa fica internada durante um dia ''Muitos têm medo de agulha, mas mesmo assim resolvem participar'', conta Neusa Pessoas portadoras de doenças sexualmente transmissíveis ou que passaram por tratamento de câncer recente não podem ser doadoras


