DAC suspende vôos com helicópteros Bell 407
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quinta-feira, 04 de março de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 05 (AE) - O Departamento de Aviação Civil (DAC) suspendeu esta semana, por tempo indeterminado, todos os vôos no Brasil de helicópteros modelo Bell 407, fabricados pela empresa Bell, do Canadá. Segundo nota oficial do DAC, a medida vai vigorar pelo menos até que sejam concluídas as investigações sobre o acidente com um desses aparelhos, ocorrido na semana passada, na região metropolitana de Belo Horizonte. No acidente morreu a presidente do Banco Rural, Júnia Rabello, de 45 anos, e o funcionário de uma fazenda da empresária.
A suspeita é de que, antes de fazer um pouso forçado, a cauda do aparelho tenha sido cortada, em pleno vôo, pela hélice do rotor traseiro. O DAC informou que o acidente que vitimou Júnia - a banqueira e seu funcionário foram atingidos na cabeça pela hélice principal, ao descer da aeronave - pode ter sido provocado por uma falha de projeto do helicóptero. Teria sido a quarta ocorrência com as mesmas características registrada no mundo, envolvendo os modelos Bell 407 - no Brasil, há 41 desses aparelhos em operação.
O porta-voz da Bell no Texas (EUA), Bob Ledder, foi contactado pela reportagem e informou que enviaria um fax com a posição da empresa. Houve problemas na transmissão e, até o final da tarde, Ledder não havia sido encontrado novamente. Na Líder Táxi Aéreo, que vende os helicópteros no Brasil, ninguém quis se pronunciar oficialmente sobre o assunto.
Há cerca de um ano, em razão de acidentes com aparelhos nos Estados Unidos e na áfrica do Sul, a Bell fez testes e determinou a todos os proprietários do modelo 407 que diminuíssem a velocidade máxima do helicóptero de 260 km/h para 213 km/h, para evitar riscos de problemas como o ocorrido em Belo Horizonte. A empresa também anunciou que distribuiria um kit para substituir a cauda dos aparelhos e solucionar definitivamente o problema.
O piloto de Júnia Rabello, Luiz Francisco Belcufine, que ficou ferido no acidente, garantiu que estava abaixo do novo limite de velocidade. Como o helicóptero não tinha caixa preta, engenheiros da Bell devem chegar ao Brasil, nos próximos dias, para participar das investigações do DAC.


