DAC investiga causas de acidente com avião da Transbrasil no RS; 8 vôos foram desviados ou cancelados
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de fevereiro de 2000
Por Sandra Hahn, especial para a AE 
Porto Alegre, 28 (AE) - O Departamento de Aviação Civil (DAC) começou a investigar hoje as causas do acidente com um Boeing 737-400 da Transbrasil na pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, ontem (27) à noite. O resultado das investigações deve ser divulgado em 30 dias. Por causa do acidente, oito vôos foram desviados ou cancelados entre a noite de domingo e as 2 horas de hoje, segundo a Empresa de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).
O avião, que fazia o vôo 202, do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP) para Porto Alegre, saiu da pista e parou em uma vala de segurança, por volta das 20h20. O bico da aeronave ficou afundado na vala. De acordo com a Infraero, responsável pela administração do aeroporto, 20 pessoas foram atendidas com ferimentos leves, a maioria com crise nervosa. A aeronave transportava 111 passageiros e sete tripulantes. A caixa preta do avião foi retirada hoje e entregue ao Serviço Regional de Aviação Civil (Serac).
No momento da aterrissagem chovia forte na cidade e os ventos estavam próximos a 40 quilômetros por hora, segundo Infraero. Na nomenclatura oficial, o episódio foi classificado como um incidente grave pelo 5º Serac, pois não provocou mortes. A Transbrasil informou, por meio de sua assessoria, que a causa provável do problema foi aquaplanagem. O avião seria rebocado hoje à tarde para um hangar próximo. Medo - "Ficamos em pânico", contou hoje a passageira Claudete Lusa da Silva. "A gente não pode dizer que foi culpa do piloto, mas o avião estava muito descontrolado", acrescentou. "Dentro do possível, nós fomos bem atendidos", avaliou, sobre os serviços de urgência que foram mobilizados para o socorro. A Transbrasil divulgou que a aeronave tinha três anos de uso e seu piloto, Cezar Machado, era experiente neste tipo de avião.
Até o meio da tarde, parte da pista permanecia interditada nas proximidades do avião da Transbrasil. O acidente fez com que os outros aviões utilizassem uma área menor para pousos e decolagens - 1.500 metros em vez dos 2.280 metros da pista -, informou o superintendente regional em exercício da Infraero, Alberto Bott. A distância permitiu, conforme ele, o funcionamento normal do Salgado Filho depois das 2 horas da madrugada de segunda-feira.


