D. Jayme pede cautela na decisão do novo mínimo
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2000
Por Sandra Sato 
Brasília, 24 (AE) - O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Jayme Chemello, recomendou hoje cautela aos políticos que definirão o novo salário mínimo, para evitar o desemprego, mesmo reconhecendo que o valor atual é muito baixo.
"Qual a família que poderia pagar, por exemplo, 180 reais para a empregada doméstica?", indagou, advertindo que, dependendo do novo mínimo, pode "sobrar muita doméstica na rua".
O presidente da CNBB alerta também que se deve pensar no impacto nas contas "da Previdência, do governo, das empresas privadas e assim por diante". Ao mesmo tempo em que lança a preocupação com o desemprego, d. Jayme apresenta-se como partidário da tese do quanto maior o reajuste, melhor, porque o "salário do povo brasileiro é muito baixo".
Na opinião de d. Jayme, até um salário equivalente a US$ 100,00 (180 reais), como o PFL deseja, e superior à proposta do governo federal de elevar o mínimo a 150 reais, seria insuficiente para o brasileiro viver com dignidade. "É evidente que, para o povo, é muito pouco." O presidente da CNBB também diz não ter tido tempo para analisar em profundidade as propostas dos políticos, mas sabia haver em discussão duas posições: a que comparava o mínimo com o dólar e a que usava a cesta básica como base para o reajuste. "Quem deseja a cesta básica crê que a inflação foi menor do que o crescimento da moeda americana", comentou.


