D. Eugenio reage a panfletagem no Rio
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sexta-feira, 26 de setembro de 1997
Agência Estado Rio 
Arquivo FolhaApreensãoDom Eugenio Sales elogiou o esquema de segurança coordenado pelo Exército, mas fez um comentário demonstrando certa preocupação. Há sempre pessoas loucas, não se sabe o que pode acontecerO papa não vem ao Rio contra ninguém. Foi assim que reagiu o cardeal-arcebispo do Rio, dom Eugenio Sales, ao comentar ontem as pichações em outdoors da cidade com a imagem do papa e o possível protesto de evangélicos pela presença de João Paulo 2º no Rio. Ele elogiou o esquema de segurança coordenado pelo Exército, mas fez um comentário demonstrando certa preocupação. Há sempre pessoas loucas, não se sabe o que pode acontecer. Em seguida disse estar absolutamente tranquilo.
Dom Eugenio visitou, no início da noite, a Coordenadoria de Segurança Integrada (CSI) do Exército, que comandará a segurança do papa João Paulo 2º no Rio. Ele não relatou os incidentes ocorridos no Rio ao pontífice. Mais do que essas manchas nas imagens dele, a panfletagem anunciada é que não é boa para o convívio das pessoas, declarou. Tenho dito a ele para ficar calmo, porque só terá alegrias aqui. De acordo com dom Eugenio, a suposta manifestação de evangélicos não tem o apoio da maior parte dos evangélicos.
Dom Eugenio reconheceu que as autoridades militares e civis estão apreensivas nos dias que antecedem à chegada de João Paulo 2º. Sei que a tensão é grande, mas a causa é nobre.
A chuva que atingiu o Rio ontem atrapalhou o segundo dia da simulação do esquema de trânsito para a visita do papa João Paulo 2º. Em virtude do mau tempo, o deslocamento de helicóptero que estava previsto do 3º Comando Aéreo Regional, no Centro, para o Riocentro, em Jacarepaguá - onde o papa vai participar do encerramento do congresso teológico pastoral -, foi cancelado, por falta de teto para o vôo.
Com o cancelamento, a comissão organizadora da visita colocou em prática um sistema alternativo de deslocamento, com um comboio terrestre. Na parte da manhã, no entanto, o cronograma de simulações foi cumprido em tempo inferior ao previsto. O primeiro trajeto, da residência oficial do cardeal-arcebispo do Rio, dom Eugenio Sales - onde o papa ficará hospedado - até o Palácio Laranjeiras, onde o pontífice será recebido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, foi percorrido em 17 minutos, oito a menos do que a previsão.
O comboio, com 20 carros e 53 batedores - cedidos pelas polícias Federal e Rodoviária Federal, além do Corpo de Fuzileiros Navais e 3º Comar -, chegou ao Palácio Laranjeiras às 10h27. No local, foi feita a cronometragem do protocolo que será seguido no encontro do papa com o presidente da República. Em seguida, o comboio retornou ao Sumaré. Ao contrário do que foi feito no primeiro dia de simulação, ontem as ruas que serão percorridas nos deslocamentos do papa foram interditadas temporariamente, sendo liberadas logo após a passagem do comboio.


