CVM poderá eliminar existência dos vários anexos para estrangeiros
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quarta-feira, 08 de dezembro de 1999
Por Ana Paula Nogueira 
Rio de Janeiro, 08 (AE) - Representantes das principais entidades do mercado de capitais se reuniram hoje mais um vez para discutir o futuro do setor no Brasil. Só que, desta vez, duas propostas concretas surgiram no meio de antigas reivindicações.
O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Francisco da Costa e Silva, anunciou que em janeiro deverá ser aprovada uma medida, em conjunto com o Banco Central, para facilitar o acesso dos investidores estrangeiros no País.
Costa e Silva não quis adiantar detalhes sobre a medida, mas comentou que a idéia é acabar com as várias modalidades de Anexos (instrumentos pelos quais os estrangeiros compram títulos de valores mobiliários) e fazer com que o dinheiro entre por um mesmo caminho.
Também, acrescentou, será permitido o acesso do investidor estrangeiro pessoa física. A dificuldade de acesso ao mercado foi apontado pelo presidente da CVM como um dos problemas que emperram hoje o mercado de capitais. O seminário foi promovido pelo Ibmec no Rio.
Abrapp - O presidente da Associação Brasileira de Entidades de Previdência Privada (Abrapp), Carlos Duarte Caldas, destacou que em quatro anos as reservas dos fundos podem aumentar em R$ 70 bilhões se for aprovado o principal ponto da nova regulamentação de previdência privada, que permite que sindicatos e associações de classe constituam fundos de pensão.
Segundo Caldas, as reservas, desde que foram constituídos os fundos há 22 anos, somam R$ 110 bilhões. "Se a medida for aprovada, teremos em breve condições de contar com os investidores institucionais para impulsionar fortemente o mercado de capitais", ressaltou.
Caldas explicou que a medida já passou na Câmara e, se for aprovada em regime de urgência no Senado, deverá ficar pronta em fevereiro. Caldas também participou do seminário promovido pelo Ibmec, no Rio.
O diretor de privatização do BNDES, Luiz Osório, também lançou um ar de otimismo ao espectadores do seminário do Ibmec ao destacar uma série de fatores que, na sua opinião, deverão impulsionar o mercado a curto prazo.
"O governo entendeu que a maximização das receitas não é mais prioridade núnero um nas privatizações. A idéia agora é pulverizar as privatizações", ressaltou.


