Rio, 01 (AE) - O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Francisco da Costa e Silva, disse hoje que dentro de dois ou três dias será decidido como as empresas vão diferir as perdas com a desvalorização do real nos balanços.
Costa e Silva já havia confirmado à AGÒNCIA ESTADO que a autarquia estava estudando um pleito das companhias abertas para que pudessem contabilizar o prejuízo da desvalorização em vários exercícios, ao invés de lançar tudo no primeiro trimestre. Isso faria com que as companhias registrassem prejuízos e não pagassem imposto de renda.
Na época, Costa e Silva havia afirmado ser contrário ao diferimento, mas que a decisão caberia ao Colegiado. O presidente da CVM havia destacado que o artifício, quando adotado no passado, foi criticado "por unanimidade" pelos auditores. Hoje, o presidente da CVM ressalvou que tentará chegar a um meio-termo com as empresas. "Estamos discutindo se é possível ou não, em que base seria feito e em que condições", ressaltou.
O artifício de diferir as perdas ao longo de vários exercícios foi usado quando houve uma desvalorização da moeda promovida pelo então ministro Delfim Netto.

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