São Paulo, 13 (AE) - Faltando oito meses para seu congresso nacional, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já tem cinco candidatos à presidência, um recorde, parte deles com fortes discursos de oposição à atual direção. Hoje apareceu o quinto nome: Wagner Gomes, da Corrente Sindical Classista, tendência política que em comunicado à imprensa criticou "a vacilação que se manifesta na direção da central frente ao governo e aos patrões".
Na semana passada, outra corrente política, o Movimento por uma Tendência Socialista (MTS) lançou o nome do Jorge Luís Martins para unir a chamada esquerda da CUT. Jorginho é da corrente Alternativa Sindical Socialista (ASS) e vem com um discurso forte contra a flexibilidade de jornada de trabalho e de salários, aceita por parte dos sindicalistas da central. Além disso, ele critica o caminho escolhido pela CUT, de ser formadora de mão-de-obra com dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Segundo ele, está havendo um "rateio de dinheiro público" entre as centrais, o que desvirtua seu papel na sociedade.
A facção mais moderada, a Articulação, no poder desde a fundação da CUT, há 16 anos, não conseguiu unir esforços em torno de um único nome, como as demais correntes. Hoje, a Articulação tem três candidatos e está longe de um consenso: a diretora Mônica Valente, o secretário-geral João Felício, e o vice-presidente, João Vaccari Neto. O congresso da CUT será em agosto.

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