São Paulo, 29 (AE) - Depois da união para a discussão de um contrato coletivo nacional no setor automobilístico, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical também estão-se juntando para reivindicações conjuntas nos setores químico e do comércio.
Hoje, dirigentes sindicais da categoria dos químicos das duas centrais reuniram-se em São Paulo e decidiram por uma mobilização conjunta na campanha salarial deste ano. A data-base da categoria é em novembro. Em duas semanas eles voltam a se encontrar para discutir estratégias de mobilização. Juntas, as entidades representam cerca de 250 mil trabalhadores no Estado de São Paulo.
Já os comerciários vão reunir-se em meados de outubro para lançar uma campanha pela modificação da lei que estabelece a abertura das lojas e supermercados aos domingos. "Queremos o fim da MP ou a inclusão de um artigo que obrigue os empregadores a negociar com os funcionários o trabalho aos domingos", disse o vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo, Ricardo Patah, ligado à Força Sindical.
Segundo ele, a CGT e os sindicatos independentes também serão chamados para a reunião, que já tem apoio da CUT. O objetivo é estabelecer a volta do pagamento de horas extras e folgas para quem trabalhar aos domingos. O setor emprega 400 mil pessoas em São Paulo e cerca de 10 milhões no País todo, segundo Patah.
Rivais - Antes consideradas rivais, as duas maiores centrais do País concluíram que, diante da atual situação econômica, com o desemprego batendo recorde e os salários defasados, o melhor é unir forças para tentar obter das empresas benefícios para os trabalhadores.
"O momento é propício para deixar as divergências de lado e lutar pela recuperação salarial dos trabalhadores e combater a retirada de direitos já adquiridos", afirmou o coordenador da Confederação Nacional dos Químicos da CUT, Edilson de Paula.
Para Danilo Pereira da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo, filiada à Força Sindical, "a unificação de forças é uma tendência do movimento sindical diante do descaso do governo em relação aos trabalhadores".
Os químicos já concordaram que farão parte da pauta de reivindicações o reajuste de 10% nos salários, redução da jornada de trabalho e volta de conquistas perdidas no ano passado como 85% de adicional sobre horas extras e de 40% para adicional noturno.

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