São Bernardo do Campo, SP, 23 (AE) - Os dirigentes dos sindicatos de metalúrgicos de São Paulo (ligados à Força Sindical), do ABC e de Taubaté (ligados à CUT) decidiram elaborar conjuntamente um documento para os governos estadual e federal no qual exigem que qualquer benefício fiscal concedido a empresas tenha como contrapartida uma cláusula social. Essa cláusula determinaria que as empresas não poderiam fechar fábricas nem demitir, pelo prazo em que receberem o incentivo.
O documento será entregue na próxima terça-feira ao governador Mário Covas, e os sindicalistas contam com o apoio dele para pressionar o governo federal no caso da medida provisória que prevê incentivos para a instalação da Ford na Bahia.
O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Carlos Alberto Grana, disse que, se existe algum interesse da Ford em provocar divisão entre os trabalhadores, esse plano será frustrado: "Os trabalhadores não vão se dividir e os nossos sindicatos vão inclusive procurar companheiros da Bahia para uma luta conjunta pelo emprego." O secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno José Bezerra, foi na mesma linha. Segundo ele, todas as manifestações e assembléias daqui para a frente contarão com as presenças de sindicalistas das várias unidades da Ford.

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