Custos de produção deixarão o cimento 10% mais caro
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quinta-feira, 08 de julho de 1999
Por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 9 (AE) - O preço do cimento deverá ter uma alta no ínicio do segundo semestre de até 10%. Segundo o setor, será o primeiro aumento de um ajuste de cerca de 50% que os produtores necessitam para repor aumentos de custos de produção. Os produtores pretendem repassar o aumento de 82% do preço do óleo combustível nos últimos seis meses, de 22% na energia elétrica, e a alta de outros insumos que incidem sobre o produto
incluindo a mão-de-obra, segundo o diretor-executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic), João Batista Menescal Fiuza.
"Não vamos aumentar de uma só vez os 50%; vamos fazer aos poucos, de maneira suave para o consumidor", disse. O aumento no óleo combustível, segundo Fiuza, atingiu em cheio o setor,pois o produto representa 50% dos custos variáveis. "É um peso muito grande", afirmou.
Fiuza explicou que o preço do cimento nacional está entre US$ 45 e US$ 50 a tonelada, enquanto o produto internacional custa de US$ 75 a US$ 85 a tonelada. "Parte disso diz respeito à maxidesvalorização, mas outra parte é referente aos custos e, mesmo assim, nosso preço é inferior ao do exterior."
O consumo de cimento no País aumentou 1,3% no primeiro semestre, em relação a igual período de 1998. Foram vendidas no mercado interno 19,2 milhões de toneladas, ante 40 milhões de toneladas do ano passado inteiro.
Segundo Fiuza, no primeiro semestre sempre há uma alta de cerca de 1% de um mês para outro. "O que se percebe é que o mercado é firme e há uma tendência inegável de evolução no consumo no País." O importante, diz ele, é que o setor está crescendo de 1% a 1,5% ao mês a partir de um aumento muito bom em 98. "O crescimento está ocorrendo sobre uma base muito boa."


