Custos das transportadoras aumentaram 62,52% desde o Plano Real
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terça-feira, 13 de julho de 1999
Por Renata Stuani 
São Paulo, 14 (AE)- Os custos das transportadoras rodoviárias de carga de São Paulo no transporte em distâncias médias (800 km) aumentaram 62,52% desde o Plano Real, lançado em junho de 94. Esta é a conclusão do Departamento de Estatística do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), que divulgou hoje os indicadores do setor deste mês.
A variação anual acumulada do Índice Nacional dos Custos do Transporte (INTC), em relação ao transporte em distância média (800 km), foi de 7,27% de junho de 98 a junho de 99. O índice de custos das transportadoras é calculado todo mês pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP), por meio de um acordo estabelecido entre a Fipe e a Associação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (NTC). A variação do INCT é de acordo com a distância percorrida pelo caminhão para transportar a mercadoria
que varia de 50 km a 6.000 km.
Desde o Plano Real, os custos das transportadoras aumentaram mais em distâncias muito curtas (50 km) do que em distâncias médias (800 km). Desde junho de 94, os custos do transporte em até 50 km cresceram 80,13%; nos últimos 12 meses, o INCT em distâncias muito curtas aumentou 5,59%.
As transportadoras que percorrem distâncias muito longas (6.000 km) foram as que tiveram menores custos desde o Plano Real. Nesse caso, o INCT subiu 50,08%, enquanto que em distâncias médias aumentou 62,52%. O INCT acumulado de junho do ano passado para junho de 99 aumentou 8,79% em distâncias muito longas.
Caminhões - De acordo com o Setcesp, o caminhão mais vendido em maio foi o Mercedes-Benz 914, modelo 99, cujo preço varia desde R$ 45.000 a R$ 58.000. O caminhão mais valorizado foi o Mercedes-Benz 912, ano 94, que teve valorização de 3,50%. O modelo mais desvalorizado foi o Mercedes-Benz 608 d, ano 82. Ele desvalorizou 2,50%.


