As partes não são obrigadas a se submeter ao exame de DNA. Na maioria das vezes, por intermédio da promotoria, pai e mãe concordam, de livre e espontânea vontade, em fazer o teste.
Normalmente o custo do exame, em torno de R$ 600,00, é dividido entre os pais. Como não existe laboratório público que faz o exame gratuito, o MP prepara o processo, mas os pais arcam com o custo. Como forma de facilitar o pagamento, principalmente às pessoas de baixa renda, atualmente o preço do exame pode ser parcelado em até seis vezes.
Quando as partes se negam a pagar o exame, o processo vira ação e vai parar na Justiça. Em alguns casos a mãe paga integralmente e depois, se o resultado for positivo, pode solicitar do pai da criança o ressarcimento de 50%.
Galatéia Fridlund explica que a promotoria não está a serviço do pai ou da mãe, mas sim da criança. Disse, que o Ministério Público não é advogado e nem advoga para ninguém, mas conforme prevê a Constituição Brasileira, tem a obrigação de promover a cidadania. ''O reconhecimento da paternidade é interesse público''. De acordo com a promotora, para quem a discussão é um fator social interessante, todo cidadão tem o direito de saber quem são seus pais.

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