São Paulo, 14 (AE) - O custo de vida da classe média no município de São Paulo registrou alta de apenas 0,01% no mês de junho, segundo o Índice de Custo de Vida da Classe Média (ICVM) medido pela Ordem dos Economistas de São Paulo. Esse resultado, embora não seja elevado, mostra uma tendência de aumento de inflação, que terá reflexos no índice de julho, na avaliação da entidade.
Nos primeiros seis meses do ano, esse índice acumula uma alta de 2,9%, equivalente a uma média mensal de 0,48%. Essa média, segundo a Ordem dos Economistas, indicaria uma inflação anual inferior a 7%, mas esta projeção deverá ser superada em função do aumento das tarifas públicas e dos combustíveis, cujos impactos se darão no segundo semestre.
A maior alta do mês ficou por conta do setor de vestuário, de 2,16%. Essa variação foi resultado dos preços da coleção de inverno. Nos últimos 12 meses, os preços desse segmento registraram baixa de 5,03%. A segunda maior valorização foi do setor de transportes, de 0,8%, puxada pelo aumento do álcool combustível (2,06%), da gasolina (0,92%), dos veículos (2 ,07%) e do seguro do automóvel (1,87%).
O grupo de saúde aparece na terceira colocação, com alta de 0,52% em junho. Esse resultado foi consequência do aumento de 0,83% no preço dos remédios e de 1,3% nos planos de saúde. Nos últimos doze meses, esse segmento apresenta a maior taxa acumulada entre todos os grupos: 3,8%.
O setor de educação teve alta de 0,12% em junho, seguido do segmento de habitação, cujos aumentos médios foram de 0,02%. As despesas pessoais, por sua vez, ficaram estáveis neste período, e neste caso os destaques foram a redução de 1% no preço das bebidas e nos aumentos dos preços dos ingressos de futebol (29,5%) e dos artigos de beleza (0,79%).
Por último, o setor de alimentação foi o único que registrou queda em seus preços no mês de junho, de 1,15%. Os produtos in natura tiveram baixa de 0,55%, o preço da carne bovina recuou 1,5% e o frango caiu 2,38%. Também tiveram impacto no resultado desse setor as quedas nos preços do feijão (-6,36%)
arroz (-3,88%) e açúcar (-7,08%).
Desde a implantação do Plano Real, em julho de 94, o Índice de Custo de Vida da Classe Média já registrou uma inflação de 157,04%. Entre os itens que compõem o índice, o setor de educação foi o que mais aumentou seus preços nesse período: 238,65%. Habitação e saúde aparecem na segunda colocação, com 205,4%. Nos últimos doze meses, por exemplo, o setor de saúde aparece em primeiro lugar, com reajuste de preços na ordem de 3,80%.

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