Custo de Operação Verão cai pela metade
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba A redução no tempo da Operação Verão, que em 2015/2016 foi de apenas 49 dias, permitiu ao governo do Paraná economizar em torno de R$ 15 milhões, sendo R$ 6,7 milhões com diárias de alimentação e hospedagem. O balanço da temporada foi apresentado ontem pelas forças de segurança do Estado, em coletiva de imprensa no Palácio Iguaçu. As atividades começaram em 23 de dezembro e seguiram até 10 de fevereiro, uma vez que o Carnaval e a volta às aulas na rede pública ocorreram antes. No ano passado, com 17 dias a mais de "férias", a gestão Beto Richa (PSDB) teve de desembolsar R$ 30 milhões.
Segundo o coordenador da operação, Adilson Castilho Casitas, outras medidas de contenção de custos foram tomadas, no entanto, sem deixar a qualidade da prestação dos serviços cair. Em 2014/2015, por exemplo, a administração tucana pagava R$ 180 ao dia para os policiais militares que atuavam no litoral, dos quais R$ 126 para estadia e R$ 54 para refeição. Desta vez, eles receberam R$ 70, valor considerado ínfimo pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol). As pousadas, contudo, foram providenciadas pelo próprio Executivo. "Registramos um alto índice de satisfação. Os quartos eram só para quatro ou no máximo seis pessoas e as instalações dignas, com ar-condicionado e frigobar", disse Casitas.
No ano passado, mais de 300 policiais e 500 bombeiros ficaram sem receber diárias, situação que, segundo o coronel, não se repetiu. Em 2015/2016, o efetivo foi de 1.663 oficiais. O coordenador estima que 1,5 milhão de veranistas tenham frequentado as praias paranaenses. "Não registramos grande incidentes. O maior aumento foi no número de pessoas presas, que triplicou, mas por pequenos furtos celular, bolsa etc", contou. No total, a Polícia Militar (PM) deteve 2.128 pessoas. "A prevalência é sempre pela atuação preventiva e, seguindo a complexidade das nossas relações sociais, destacaram-se as questões afetas à perturbação do sossego", completou o comandante-geral da PM, Maurício Tortato.
O Corpo de Bombeiros fez 905 salvamentos, 14.064 atendimentos a pessoas com queimaduras por água-viva e localizou 475 crianças perdidas. O helicóptero do governo contabilizou 39 resgates e, na área da saúde, ocorreram mais de 40 mil atendimentos. Já a Polícia Civil registrou 2.126 boletins de ocorrência e 267 termos circunstanciados, além de instaurar 86 inquéritos policiais e de efetuar 245 flagrantes. Foram presas 306 pessoas, enquanto outras 799 acabaram conduzidas às delegacias.


