Rio - Onze pessoas morreram no incêndio de grandes proporções que atingiu o hospital Badim, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira (12). As mortes foram confirmadas e os corpos foram identificados ao longo desta sexta-feira (13).

Fogo em hospital particular no Rio deixou 11 mortos
Fogo em hospital particular no Rio deixou 11 mortos | Foto: Mauro Pimentel/AFP

Até o início da noite de sexta, a Polícia Civil havia confirmado a identidade de dez das vítimas. A diretora de perícia do IML (Instituto Médico Legal), Gabriela Graça, disse que a maioria das vítimas morreu por inalação de fumaça. Outras morreram em função do desligamento de aparelhos com a queda da energia.

O Corpo de Bombeiros enviou 12 viaturas e agentes de quatro quartéis ao edifício, que foi tomado por uma fumaça preta e espessa. Na manhã desta sexta, o cheiro de queimado ainda era forte no local.

Segundo o hospital, a causa mais provável do incêndio seria um curto-circuito em um gerador no subsolo do prédio mais antigo do Badim, que tem dois edifícios, um inaugurado em 2000 e o outro em 2018. A fumaça do incêndio subiu para todos os andares. O prédio abriga leitos e um CTI (Centro de Terapia Intensiva).

O hospital é privado e faz parte da rede D'Or São Luiz. Havia 226 funcionários e 103 pacientes no edifício quando o incêndio começou. Eles foram transferidos para outras unidades de saúde.

O diretor médico do hospital Badim, Fabio Santoro, afirmou na tarde desta sexta que, dos 103 pacientes, 77 seguiam internados em 12 instituições de saúde e 15 haviam recebido alta. Vinte funcionários e acompanhantes também estavam internados.

O inquérito para investigar o incêndio é conduzido pela 18ª Delegacia de Polícia. Brigadistas e outras pessoas que estavam no hospital na quinta-feira foram chamados para prestar depoimento.

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